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quarta-feira, 21 de maio de 2008

‘Virgindade técnica’ é mito

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos derruba um mito que se consolidava na história recente do país, após a onda "conservadora" do presidente George W. Bush: a idéia de que adolescentes praticam sexo oral para se manterem "tecnicamente virgens".

De acordo com um estudo nacional conduzido pelo governo que ouviu 2.271 adolescente entre 15 e 19 anos, 55% dos entrevistados afirmaram que de fato fazem sexo oral, mas que a prática é largamente adotada entre aqueles que também mantêm relações sexuais completas.

Os adolescentes dizem que iniciaram as práticas via oral e vaginal praticamente ao mesmo tempo. Cerca de seis meses depois da primeira relação, 82% já havia adotado a prática via oral.

"A tese de que os adolescente optam por sexo não-vaginal, especialmente o oral, como forma de manter-se virgens tem sido largamente difundida", observou Laura Lindberg do Instituto Guttmacher de Nova York, que conduziu o estudo, segundo a agência Reuters. "Porém, nossa pesquisa mostra que suposta substituição é um mito."

Ela afirma ainda que os resultados mostram que os programas do governo Bush que apregoam abstinência sexual antes do casamento “não dão aos jovens as informações que eles precisam para estarem seguros”.

Um relatório do Centro de Controle e Prevenção de doenças dos EUA divulgado em março mostra que mais de 25% das garotas estavam infectadas com ao menos uma doença sexualmente transmissível.


A pesquisa foi publicada pelo Journal of Adolescent Health.


Camisinha: versatilidade no sexo oral


Pode parar! Primeiro que todo mundo sabe que uma coisa leva a outra e que o que começa com um sexo oral logo descamba para penetração. E aí é que mora o problema.

Gravidez é uma possibilidade de alto risco, já que os jovens não foram precavidos levando camisinha. "Já que não vou transar para quê camisinha? E além disso é pecado. No máximo vai rolar um blow job." Bingo! Excitação, sexo oral, sexo vaginal sem proteção e... Bingo de novo! Casamento apressado, noiva grávida e grande chance deste casamento de ocasião fracassar.

Segundo e mais importante. É possível pegar doenças sexualmente transmissíveis pelas secreções genitais (da vagina ou do pênis) com a mucosa da boca se não for utilizado algum método de proteção, como um filme plástico ou mesmo camisinha (veja acima). É particulamente arriscado sexo oral sem proteção se a pessoa que está fazendo sexo oral tiver feridas na boca.

Dica do dia: Sexo seguro somente com camisinha ou praticando a milenar arte de Onã ou a centenária prática da gloriosa.

Impressionante como até nisso o Bush fudeu com os norte-americanos.

Vi na Veja

domingo, 18 de maio de 2008

O melhor do Brasil é a brasileira - Qualidade de Exportação

O título é uma tentativa de fazer piada com um assunto sério. Antes exportávamos cérebros, depois braços e pernas para trabalhos físicos e tarefas que os nativos não queriam fazer. Agora estamos exportando, com sucesso, coxas, peitos, bundas e xerecas para o mundo.

Não sei se fico contente por conterrâneas atingirem uma vida mais digna mesmo que por caminhos não tão dignos, ou fico triste por um país que não proporciona as oportunidades de um futuro não tão incerto e miserável.


Em ruas de prostituição de Genebra, na Suíça, português é língua corrente. Nos classificados de jornais europeus, apresentar-se como "brasileira" costuma render mais clientes e programas mais caros. Não por acaso estrangeiras fingem ser do País para competir pela atenção dos homens.

Estimativas da Organização Internacional de Migrações (IOM), agência ligada à ONU, apontam quase 75 mil prostitutas brasileiras trabalhando hoje na Europa. E esse número só cresce. "Espanha, Holanda, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria são os principais destinos", diz a entidade. E o total de mulheres que deixam o Brasil é bem superior ao de homens. Na Itália, dos 19 mil brasileiros vivendo legalmente no País em 2000, 14 mil eram mulheres. O número elevado de prostitutas contribui para a diferença.

Dados do governo espanhol apontam existência de 1,8 mil prostitutas brasileiras no país e 32 rotas de tráfico de mulheres.

O número de brasileiras é tão grande que algumas chegam a cargos de chefia em associações locais. Edna da Silva foi eleita na quinta-feira integrante do Comitê Executivo da Aspasie, entidade que luta pelos interesses das prostitutas em Genebra. "Tenho 49 anos e saí do Brasil com 20 para trabalhar na indústria do sexo. Nunca vi tanta brasileira trabalhando no ramo como agora. Há uma leva impressionante."

Algumas chegam a montar casas de prostituição. Em Zurique, um edifício de três andares no bairro do Paquis é ocupado por 40 brasileiras. Elas pagam aluguel simbólico pelos quartos e têm alimentação no local - uma cozinheira baiana garante feijoada aos sábados. Mas são obrigadas a deixar pelo menos metade do que recebem nas mãos da dona, um travesti.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas para exploração sexual transformou-se num dos negócios mais rentáveis do mundo - US$ 28 bilhões por ano.

Nas próximas semanas, uma campanha suíça combaterá o tráfico de latino-americanas. Segundo a imprensa local, elas estariam sendo contratadas por R$ 100 mil para casar com supostos terroristas de Bangladesh para garantir-lhes visto. A denúncia foi feita por uma ex-prostituta brasileira.
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Lembrando que em maio posou para a Sexxy a Andréia Schwartz, que trabalhava nos EUA como proxeneta e foi utilizada pelo FBI como informante no escândalo sexual que culminou com a renúncia do governador de Nova Iorque Eliot Spitzer com a prostituta Ashley Dupré.

Depois reclamam quando a Comunidade Européia não permite a entrada de brasileiros, especialmente mulheres jovens desacompanhadas.

Matéria completa no Estadão. Mapa retirado do artigo ONGs formam rede contra tráfico humano.